em
Buscar:
 Belo Horizonte, 05 de Setembro de 2010
 
 
 
 
Blog do Parks
 
 
 
 
 
Dia:  
Mês:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Internacional - Notícia
30/07/2010 - 07:46
FMI recomenda estabilização fiscal e reforma financeira aos EUA
Fundo publicou nesta sexta as conclusões de sua revisão da economia dos EUA no relatório conhecido como "Artigo IV"

Jornal WebMinas
Com agências

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou nesta sexta-feira que a estabilização fiscal e a implementação de reformas no setor financeiro são as tarefas prioritárias para os Estados Unidos, enquanto alertou sobre o ainda vulnerável estado dos bancos. O Fundo publicou nesta sexta as conclusões de sua revisão da economia dos EUA no relatório conhecido como "Artigo IV" e divulgou análise sobre a estabilidade do sistema financeiro americano.

A análise destaca que ainda há "grandes riscos" para o sistema financeiro dos EUA e sua capacidade de apoio ao processo de recuperação em andamento. Nesse sentido, o estudo menciona que os balanços ainda são "frágeis" e os níveis de capital podem ser "inadequados" caso aumente a inadimplência nos empréstimos.

Segundo o FMI, a economia e o sistema financeiro seguem sendo "vulneráveis" perante um inesperado enfraquecimento da demanda do setor imobiliário, que ainda segue em baixa. Nos últimos meses, segundo o organismo, também ficaram claros tanto em nível interno como internacional "os maiores riscos de uma forte deterioração nas percepções sobre o risco soberano".

O FMI, que prevê que os EUA crescerão 3,3% este ano e 2,9% em 2011, destacam em seu "Artigo IV" que a recuperação econômica continua, mas alerta sobre riscos e incertezas pendentes. Ressaltou, nesse sentido, a revisão para baixo do crescimento do primeiro trimestre, que segundo o cálculo final ficou em 2,7%, contra 3,2% de previsão inicial.

Os analistas do Fundo assinalaram também, em nota publicada no último dia 22, redigida após a conclusão do relatório, que os dados mais recentes indicam uma queda na confiança dos consumidores e fraqueza no mercado de trabalho. A isso se soma a menor atividade no setor imobiliário após a conclusão dos incentivos aprovados para a compra de imóveis para ajudar o país a sair da crise, além da aversão ao risco, que ainda impera no setor financeiro.

O FMI prevê que a taxa de desemprego chegará a 9,7% este ano e a 9,2% em 2011, e acredita que a inflação ficará em 1,6% em 2010 e em 1,1% no ano que vem. Os economistas consideram que, dada a fraqueza da demanda, o desemprego elevado e as tensões no setor financeiro, é importante manter as políticas de estímulo durante este ano, como estava previsto, e retirá-las em 2011.

Segundo o FMI, um desafio fundamental para o país será reduzir a dívida pública em relação ao PIB, que, segundo previsões, aumentará em médio prazo a níveis não vistos desde a Segunda Guerra Mundial. Se forem seguidas as políticas atuais, o Fundo alerta que a dívida poderia subir a 64% do PIB em 2010 a 95% em 2020.

O organismo celebra a reforma do sistema de saúde aprovada este ano, que, avalia, ajudará a controlar as despesas do Estado. Mas alerta: muitas das políticas previstas são muito difíceis ou nunca foram testadas anteriormente. Na opinião do Fundo, o "atual e insustentável" aumento nos custos da cobertura da saúde representa a principal ameaça para a estabilidade fiscal em longo prazo.

Os economistas do FMI louvaram a recente aprovação da maior reforma financeira no país desde os anos 30, mas insistem que o sistema de regulamentações americano continua sendo "complexo" e a efetividade da reforma dependerá da firme implementação dos princípios aprovados. O Fundo considera ainda que o Federal Reserve (Fed) fez um bom trabalho ao comunicar com clareza seu compromisso com taxas de juros baixos e destacou que essa clareza será fundamental quando o banco central preparar a retirada dessa política monetária flexível.

O organismo encerra afirmando que os EUA podem desempenhar um papel importante na hora de impulsionar a colaboração multilateral na gestão econômica global. O FMI insiste, nesse sentido, que a principal contribuição que os EUA podem dar para o crescimento e a estabilidade global passa pela consolidação fiscal do país e pelas reformas no setor financeiro a fim de fortalecê-lo.

No tema comercial, o Fundo louvou o limitado uso de políticas protecionistas nos EUA e encorajou o país a redobrar os esforços para conseguir a conclusão da rodada comercial de Doha.

 
TRADUTOR
Inglês     Espanhol     Francês     Italiano     Alemão
 
 
 
em
Buscar: