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Erasmo Angelo - Toque de Primeira
 
22/10/2015 - Corinthians em rota livre
 

 

Em 31 jogos que disputou no Brasileirão, até agora, o Corinthians perdeu apenas quatro deles. Só quatro.

Por tudo o que o futebol tem de surpreendente, de misterioso, de espantoso, de imprevisão e até de assombros alguém por ai acredita que o Corinthians, tendo pela frente somente sete jogos e contra adversários que lhe são nitidamente inferiores, vai ser derrotado umas três vezes?

Alguém por ai acredita que o Corinthians que, repito, em 31 jogos perdeu só quatro; que em 31 jogos venceu 20; que tem o melhor ataque do Campeonato (57 gols); uma defesa que só levou 25 gols em 31 jogos; um time que tem um aproveitamento técnico de 73% e leva oito pontos de vantagem sobre o segundo colocado (Atlético), vai perder um título que está em seus pés faltando sete jogos?

Alguém por ai acredita que o destrambelhado Flamengo, com 50% de derrotas na sua campanha no Brasileirão, é páreo para o embalado Corinthians, domingo, em pleno Itaquerão?

Será que nas quatro partidas que fará em seu estádio, o Corinthians correrá riscos diante de Flamengo, Coritiba, São Paulo e Avaí, todos estes praticando um futebol bem fraquinho? Difícil acreditar.

Pergunta-se também: e nas três partidas que fará fora de casa contra Atlético, Vasco e Sport, o líder folgado do Campeonato, com seu time superior em tudo ao destes rivais, deixará de ser favorito?

Tem mais. Será que os dois principais perseguidores do time paulista (Atlético e Grêmio) vão vencer todas as sete partidas que lhes restam?

Além da vantagem de oito pontos sobre o vice Atlético, o Corinthians tem 12 pontos à frente do Grêmio, terceiro colocado. Não se deve esquecer que estes dois perseguidores do líder terão um confronto direto na penúltima rodada, em Porto Alegre.

Vender ilusões, como tanto se faz nos últimos dias na nossa mídia, é parte do pacote das emoções que envolvem o futebol.

Dentro deste pacote está a aritmética, que os chamados “matemáticos” do futebol usam para ilustrar suas “previsões”, sempre recheadas com amargas profecias contra o líder e embaladas por total otimismo quanto ao vice.

Nas atuais condições da classificação do Campeonato, prefiro jogar com a realidade. Na aritmética do futebol tudo é possível. O problema é a bola.