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Erasmo Angelo - Toque de Primeira
 
14/11/2015 - Três anos de grandes campeões
 

 

A Seleção Brasileira, de tantas glórias, não é mais a cara do futebol brasileiro.

E já faz tempo.

Aliás, piorou com o lamentável “trabalho” do Felipão (um horror) e agora tem a maltratá-la o sofrível Dunga (cruzes...).

O que alivia um pouco a desgastada imagem da Seleção Brasileira, é que por essas bandas, quando se fala em forças do futebol do Planeta, só temos Brasil e Argentina.

Se juntarmos os países da América do Norte, América Central e América do Sul, o que sobra em futebol, como força, como potência na história futebolística, é só Brasil e Argentina.

O que tem salvado o futebol brasileiro, ainda assim com exceções, é o trabalho que se executa em alguns clubes.

Relativamente ao mais importante, ao mais relevante no futebol, que é a qualidade de uma equipe (técnica, tática, coletiva, individual), vamos ficar com três gratificantes exemplos dos últimos anos.

Exemplos sobre como o futebol brasileiro, em clubes, pode gerar espetáculos com equipes de qualidade, bem ao contrário da linha de mediocridade que a CBF implanta na estrutura da Seleção Brasileira.

Estamos falando do magnífico futebol praticado pelos times dos clubes campeões brasileiros de 2013 (Cruzeiro), 2014 (Cruzeiro) e deste 2015, o Corinthians.

Campeões que, pela qualidade do futebol exibida, não apenas deram um banho de pontos à frente dos demais concorrentes, como também proporcionaram aos que – independente de paixão clubística – se sentem maravilhados com o futebol como um espetáculo, um show.

Foi assim com o Cruzeiro de 2013, que detonava os rivais impondo-se pele técnica, pela tática, pelo trabalho coletivo e os valores individuais.

Espetáculo que se repetiu no ano seguinte, 2014, e que rendeu ao time cruzeirense outra vez o título antecipado e com 80 pontos.

E temos agora este Corinthians campeão que, em 33 jogos e faltando ainda cinco rodadas, sofreu tão somente quatro derrotas.

Um time que exibe um futebol de primeira linha, esbanjando tabelas de incrível velocidade e precisão; time absolutamente seguro no sistema defensivo, espetacular no meio de campo e de notável objetividade na ofensiva.

Como assim tanto se viu ao longo de todo este Brasileirão/2015 e, de um modo muito especial, na goleada do último domingo sobre o Atlético.

Tudo isto é o que separa o futebol eletrizante das três equipes dos clubes campeões brasileiros de 2013, 2014 e 2015, do futebol mambembe dessas seleções brasileiras montadas pela CBF.

Tivesse a CBF comando e gente entendida em futebol, era hora de mandar Dunga, seus apadrinhados e seus convocados para casa e colocar a camisa da Seleção nos caras do Corinthians.  E com Neymar e mais uns cinco pra completar o grupo. Tem opção melhor?