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Erasmo Angelo - Toque de Primeira
 
08/03/2016 - Diferenças marcam Atlético e Cruzeiro
 

Enquanto o Atlético se arruma bem para a dura temporada deste ano, o Cruzeiro não evolui.

De olho no que mais lhe interessa em 2016, a Libertadores, o time atleticano fez um bom treino no Independência e ao marcar facilmente 4 a 1 no frágil Tombense, deixou a equipe pronta para seu duelo de quinta contra o Colo Colo, no Chile.

E neste confronto em terras chilenas, que a mídia de Santiago coloca como “duelo pela liderança do Grupo 5”, o Atlético se coloca em posição relativamente segura às custas dos seis pontos obtidos nos dois jogos que já disputou.

Segurança que, mesmo se tropeçar por lá, lhe permite visualizar e garantir sua classificação nas duas partidas que ainda fará em BH, contra Melgar e Colo Colo, nas quais tem amplas condições de vitória.

Mas, as aspirações atleticanas são mais amplas.

A meta básica é não apenas ganhar em Santiago mas alcançar uma pontuação, nas  outras três partidas desta fase, que lhe permita se posicionar como time de melhor campanha entre todos os demais 16 classificados.

Como manda o regulamento da Libertadores, o clube que consegue ter a melhor pontuação na classificação geral, fica com a vantagem de sempre decidir em casa no mata-mata das fases subseqüentes (oitavas, quartas, semifinal e final).

Enquanto o Atlético parece seguir um planejamento que inspira segurança quanto ao futuro, o Cruzeiro é um recheio de dúvidas e temores.

O ano entra em seu terceiro mês e o time cruzeirense não exibe sequer um ensaio sobre o que pretende, em termos de futebol, na temporada.

Aliás, no Cruzeiro atual não há futebol.

Não há jogo coletivo, jogadas táticas, velocidade e intensidade. Joga-se acuado e sem alternativas planejadas. Mais medonho ainda é o estilo chutão, as bolas rifadas. Tudo bem longe da tradição de futebol vistoso do Cruzeiro. Um horror.

Numa equipe onde – e mais uma vez – o goleiro Fábio deixa o campo como o melhor do jogo, como aconteceu domingo diante da sofrível equipe da Caldense, é sinal de que o Cruzeiro já perdeu praticamente três meses de 2016 sem nenhum progresso.

Quando Mano Meneses deixou o clube no final de dezembro, depois de arrumar o time e tirá-lo da ameaça de rebaixamento, a diretoria preferiu apostar no inexperiente ex-jogador Deivid. Apostou errado.

BRASIL NAS RUAS – Em nome de uma ilusão festiva, o Carnaval, centenas de milhares de pessoas se esqueceram do Brasil real e foram às ruas no começo de fevereiro para viver três dias, só três dias, do Brasil fantasia.

No próximo domingo, dia 13, pela manhã, esses milhares e milhares de brasileiros precisam retornar às ruas, mas desta vez para mostrar sua indignação, pacificamente, contra o descalabro administrativo proporcionado por este governo ao país.

O belo-horizontino, que tanto se esbaldou no Carnaval e lotou ruas e praças, não pode se omitir. É hora de encarar o Brasil real.