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Erasmo Angelo - Toque de Primeira
 
26/04/2016 - O Cruzeiro que se cuide
 

A diretoria do Cruzeiro entra no seu segundo ano produzindo tremendas trabalhadas.

Tudo aquilo de brilhante que o time mostrou no bi nacional de 2013/2014, com uma equipe de notável padrão, desapareceu.

Virou pó de uma maneira fulminante. Foi assim durante todo o ano de 2015 e se esfacelou nos perdidos quatro primeiros meses de 2016.

Ano passado, os únicos e raros momentos que se salvaram no Cruzeiro foram os do curto período de Mano Menezes.

Vale lembrar que o time cruzeirense apavorou sua torcida depois de passar incontáveis rodadas beirando o precipício do rebaixamento, do qual só se salvou graças ao moderno trabalho de Mano.

Mas, quando Mano foi embora, a diretoria do Cruzeiro julgava que os fiascos em todas as competições que o clube disputou em 2015 foram coisas do acaso futebolístico e que Mano havia deixado na Toca a herança salvadora para 2016.

Olha gente cruzeirense, Mano Menezes foi embora e deixou um alerta para a diretoria: com o elenco que o clube dispunha as perspectivas para 2016 eram bem ruins.

Bem.  Se os sintomas das doenças técnicas, coletivas e individuais do Cruzeiro já eram ruins demais quando Mano foi embora, o presidente Gilvan e sua diretoria cuidaram de agravar ainda mais os males.

Os “remédios” que a diretoria arrumou foram nefastos.

Colocou no comando técnico da equipe um treinador (Deivid) sem nenhuma condição para ocupar o cargo em razão de sua absoluta falta de experiência para desempenhar uma função que, em um grande clube, requer, acima de tudo, competência.

Na sequência da fracassada aventura sobre o treinador, cuidou a diretoria de agravar ainda mais a precária qualidade do elenco levando para a Toca mais um punhado de jogadores (entre eles alguns sul-americanos) de sofrível desempenho técnico e individual.

Em poucos dias de trabalho, no início da temporada, podia-se constatar facilmente a debilidade do time e do elenco cruzeirense, somando-se a tudo isso a absoluta ausência de planejamento tático e coletivo. Um horror.

Na trágica aventura a que se meteu a diretoria do Cruzeiro, ficou fácil prever a trajetória melancólica da equipe nestes quatro meses de 2016.

Um fiasco que atingiu o máximo de pobreza técnica, coletiva e individual na quarta-feira da semana passada quando o Cruzeiro ficou no empate sem gols contra o time reserva do Campinense, da Paraíba, pela Copa do Brasil.

E viu “consagrar” todo o fracasso da atual temporada ao ser eliminado da final do horroroso Campeonato Mineiro pelo modesto time do América.

Agora, quando faltam poucos dias para o início do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro tenta despertar do pesadelo e buscar soluções para, pelo menos,  aliviar as conseqüências deste seu atual e lamentável momento.

Contudo, nas condições atuais e com tão pouco tempo para se organizar uma casa tão bagunçada, o que se vê pela frente em relação ao restante da temporada cruzeirense não permite otimismo.

Jogar um terrível Campeonato Brasileiro mandando a campo jogadores como Fabrício, Bruno Viana, Gino, Ariel Cabral, Rafael Silva, Pisano e o horrível Allano não dá pra pensar em algo sequer razoável. Não existe treinador no mundo que faça essa turma (e outros mais do elenco) jogar futebol.